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Entidades pedem anulação de júri que absolveu acusado pela morte de PMs em Vitória da Conquista

Força Invicta e da APPMBA discutiram medidas jurídicas após a absolvição de Rodrigo da Silva Matos.

Por Redação | Jornal Conquista
Publicado em 21/05/2026 - às 17:15
Foto: Reprodução.

Na última terça-feira (19), representantes da Força Invicta e da Associação de Praças da Polícia e Bombeiro Militar da Bahia (APPM/BA) participaram de uma reunião no Comando de Policiamento da Região Sudoeste (CPRSO), em Vitória da Conquista, para discutir os desdobramentos da absolvição de Rodrigo da Silva Matos pelas mortes do tenente Luciano Libarino Neves e do soldado Robson Brito de Matos, assassinados em 2021.

O encontro contou com a presença do comandante coronel Paulo Henrique e de familiares das vítimas. Após a reunião, integrantes das entidades acompanharam procedimentos ligados ao processo no Fórum Criminal do município. Segundo o presidente da Força Invicta, major Igor Rocha, a associação já iniciou, junto à assessoria jurídica criminal, os trâmites para buscar a anulação do júri popular.

Vivaldo Amaral, advogado criminalista que atua no jurídico da entidade, afirmou que a defesa técnica entende que a decisão do júri foi contrária às provas apresentadas no processo. “Os autos demonstram, com clareza, que os militares foram executados. Acreditamos que o Ministério Público possa reverter essa decisão e obter a anulação do julgamento para que um novo júri popular seja realizado”, disse.

Durante o encontro, familiares das vítimas também relataram indignação diante do resultado do julgamento. A viúva do tenente Luciano Libarino, identificada como Sara, afirmou que ficou surpresa ao tomar conhecimento da absolvição do acusado. Já Gildemar, pai do soldado Robson Brito, relatou o impacto emocional causado pelo resultado final.

As entidades afirmaram que seguirão acompanhando os desdobramentos do caso e prestando apoio às famílias das vítimas.

Relembre o caso

O caso ocorreu em julho de 2021, no distrito de José Gonçalves, zona rural de Vitória da Conquista. As vítimas foram o tenente Luciano Libarino Neves, de 34 anos, e o soldado Robson Brito de Matos, de 30 anos. Segundo as investigações, os policiais teriam sido atacados por um grupo armado, que também roubou os celulares das vítimas.

Após o crime, ações policiais em Vitória da Conquista resultaram na morte de oito pessoas, apontadas como familiares de Rodrigo da Silva Matos. Outros dois homens apontados como suspeitos conseguiram fugir. Rodrigo, integrante de uma comunidade cigana, foi apontado pela polícia como um dos envolvidos e foi preso após ser baleado durante operações realizadas na época.

Ele foi levado para o Conjunto Penal de Vitória da Conquista e ficou detido por cinco anos. O homem foi acusado de dois homicídios triplamente qualificadoscorrupção de menores e furto qualificado. Durante o julgamento, que ocorreu na última quinta-feira (14), o júri decidiu pela absolvição por quatro votos a um, ao entender que não havia provas suficientes para condenação.


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