Governador da Bahia critica ausência de hospital municipal em Vitória da Conquista e cobra investimentos na atenção básica
Jerônimo Rodrigues declarou que o Estado está disposto a firmar parcerias para ampliar a rede de saúde.
19:00 Por Iasmin Oliveira Jornal Conquista
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Na última terça-feira (28), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que grandes municípios do estado, como Vitória da Conquista, ainda enfrentam deficiências na rede municipal de saúde por não possuírem hospitais municipais. A declaração foi dada durante entrevista à rádio Baiana FM.
Segundo Jerônimo, o Governo da Bahia tem buscado firmar parcerias com os municípios para ampliar a estrutura da saúde pública, incluindo a construção de hospitais municipais, unidades básicas de saúde e policlínicas.
Segundo ele, antes de criticar a atuação do Estado, é preciso que os municípios “façam o dever de casa”. “Vitória da Conquista não tem hospital municipal. Feira de Santana não tem hospital municipal. São grandes cidades governadas pelo União Brasil que ainda não oferecem a estrutura necessária para a população”, disse.
Durante a entrevista, o governador também rebateu críticas feitas pela oposição sobre a regulação de pacientes na Bahia. Segundo ele, o debate não deve ser conduzido de forma política em meio ao sofrimento da população.
“Eles usam termos pejorativos, desrespeitando os profissionais da saúde e deixando de fazer o seu papel. Eu não vou usar o sofrimento das pessoas para fazer política. Vou continuar prestando contas ao povo da Bahia e investindo na saúde ao lado do presidente Lula e dos prefeitos”, declarou.
Jerônimo Rodrigues também destacou investimentos realizados pelo Estado na área da saúde. Segundo ele, em três anos e meio de gestão foram entregues 15 hospitais estaduais, além de estarem em andamento obras em municípios como Serrinha, Paulo Afonso, Valença, Itapetinga e Gandu. Jerônimo ainda mencionou a implantação de novas policlínicas em parceria com o Governo Federal.
Para o governador, o fortalecimento da rede estadual deve ser acompanhado por investimentos das administrações municipais, principalmente na atenção básica. “Não adianta apenas fazer hospitais se não houver atenção básica funcionando. Quando a atenção básica falha, um problema simples acaba se transformando em um caso de alta complexidade”, afirmou.
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