Dengue tem redução de 63,9% em Vitória da Conquista; casos de chikungunya registram aumento
Números divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde consideram os registros até outubro e reforçam a necessidade de eliminar criadouros do Aedes aegypti.
16:17 Por Iasmin Oliveira Jornal Conquista
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A Vigilância Epidemiológica de Vitória da Conquista divulgou os dados mais recentes sobre a situação da dengue, chikungunya e zika no município. O levantamento da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), referente à 41ª Semana Epidemiológica, considera os registros entre 11 e 17 de outubro de 2026.
De acordo com o boletim, o município contabilizou 94 casos prováveis de chikungunya entre a primeira e a 41ª Semana Epidemiológica de 2026. No mesmo intervalo do ano passado, haviam sido registrados 66 casos.
A maior concentração de ocorrências neste ano foi observada na semana epidemiológica 9, quando foram notificados 13 casos. A semana 36 aparece na sequência, com nove registros, enquanto as semanas 12 e 14 contabilizaram oito casos cada.
Embora os dados mais recentes indiquem uma redução de sete para três casos nas duas últimas semanas avaliadas, a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Amanda Maria Gomes, ressalta que essa variação ainda não permite afirmar que existe uma tendência contínua de queda.
Diante do aumento no comparativo anual, a Secretaria Municipal de Saúde destaca a importância de identificar rapidamente possíveis casos da doença e intensificar o envolvimento da população nas ações de prevenção, especialmente na eliminação de locais que favorecem a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
Dengue apresenta queda no acumulado anual
O cenário da dengue é diferente. Entre a primeira e a 41ª Semana Epidemiológica deste ano, o município registrou 859 casos prováveis da doença. Em 2025, no mesmo período, foram contabilizados 2.384 casos, o que representa uma redução de 63,9%.
A análise dos registros semanais mostra que os números de 2026 ficaram abaixo dos observados no ano passado em 36 das 41 semanas consideradas no levantamento.
Apesar da diminuição no acumulado, algumas semanas recentes apresentaram aumentos pontuais. As semanas epidemiológicas 33, 35, 36, 39 e 41 estão entre os períodos em que os registros de 2026 superaram os números observados em semanas correspondentes de 2025.
Segundo Amanda Gomes, essas oscilações reforçam a necessidade de manter o monitoramento, sobretudo diante de condições climáticas que podem favorecer a proliferação do mosquito. Entre os fatores mencionados pela coordenadora estão possíveis alterações relacionadas ao fenômeno El Niño e outras variáveis ambientais.
População deve manter medidas de prevenção
Mesmo com a redução dos casos prováveis de dengue, o controle do Aedes aegypti continua sendo necessário. Segundo a Prefeitura, a prevenção depende da participação dos moradores e da continuidade das ações realizadas pelos órgãos públicos.
Entre os principais cuidados recomendados estão:
- Eliminar recipientes que acumulem água parada;
- Manter caixas-d’água devidamente tampadas;
- Limpar calhas;
- Fazer o descarte adequado de materiais sem utilidade que possam servir de criadouros para o mosquito.
Em caso de dúvidas ou para obter mais informações sobre o combate ao vetor, a população pode entrar em contato com o Centro de Controle de Endemias pelo telefone (77) 3229-3151.