TRE-BA julga ação por infidelidade partidária envolvendo vereador de Vitória da Conquista
Processo já teve decisões divergentes desde julho e envolve a saída de Diogo Azevedo do União Brasil para o PSDB.
16:08 Por Iasmin Oliveira Jornal Conquista
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Nesta segunda-feira (3), o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) realizará o julgamento da ação apresentada pelo primeiro suplente de vereador de Vitória da Conquista, Alisson Roberto Seles Sá, conhecido como Alisson da Educação (União Brasil), para a suspensão do mandato do vereador Diogo Azevedo (PSDB).
O pedido tem como base uma ação por suposta infidelidade partidária. O primeiro suplente alega que Diogo Azevedo deixou o União Brasil sem uma justificativa aceita pela legislação eleitoral e fora do período permitido para troca de legenda sem perda do mandato.
A disputa já teve algumas decisões diferentes desde a apresentação do pedido. No início de julho, a desembargadora eleitoral Carina Cristiane Cangucu Virgens determinou o afastamento de Diogo Azevedo e autorizou a posse de Alisson da Educação.
A Câmara Municipal chegou a marcar a posse do suplente para o dia 14 de julho. O afastamento, porém, foi suspenso oito dias depois, quando a desembargadora Patrícia Didier de Morais Pereira analisou um pedido da defesa do vereador e o manteve no cargo.
Eleito em 2024 com mais de 6 mil votos, tornando-se o vereador mais votado da história de Vitória da Conquista, Diogo Azevedo deixou o União Brasil em março deste ano para se filiar ao PSDB, movimento que fazia parte de sua estratégia para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026.
Em abril, a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil) passou a apoiar a pré-candidatura do marido, o advogado Wagner Alves. Após a mudança partidária do vereador, a Prefeitura teria realizado exonerações de pessoas ligadas ao vereador, aumentando o desgaste político entre os grupos.
A defesa de Diogo Azevedo afirma que o processo representa perseguição política e cita documentos e um áudio anexados aos autos que, segundo o vereador, indicariam uma tentativa de interferência da prefeita em seu mandato.
O julgamento realizado nesta segunda-feira (3) pode ganhar novos desdobramentos, pois caso uma das partes não concorde com o resultado, o processo poderá ser levado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), última instância da Justiça Eleitoral.