Vitória da Conquista: Após suspensão de mandato, Diogo Azevedo acusa a prefeita de perseguição política
Afastado por decisão liminar do TRE-BA, vereador afirma que recorrerá da decisão
15:53 Por Redação | Jornal Conquista
Compartilhe esta notícia
Na última quinta-feira (2), o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou, em decisão liminar, a suspensão do mandato do vereador Diogo Azevedo (PSDB) por infidelidade partidária. A decisão também determina a posse do primeiro suplente do União Brasil, Alisson da Educação, até o julgamento definitivo da ação.
Eleito em 2024 com mais de 6 mil votos, tornando-se o vereador mais votado da história de Vitória da Conquista, Diogo Azevedo deixou o partido em março deste ano para se filiar ao PSDB, movimento que fazia parte de sua estratégia para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026.
A liminar foi concedida pela desembargadora eleitoral Carina Canguçu, após ação movida por Alisson da Educação, que alegou que o vereador teria saído do União Brasil sem apresentar uma das hipóteses de justa causa previstas na legislação eleitoral.
De acordo com informações divulgadas pelo blogueiro Antonio Sena, a magistrada entendeu que o parlamentar não apresentou elementos suficientes para justificar a desfiliação.
Segundo o TRE-BA, não houve carta de anuência do União Brasil autorizando sua saída nem comprovação, até o momento, de qualquer hipótese legal que permitisse a mudança de partido sem a perda do mandato. Com isso, a Justiça Eleitoral determinou a suspensão imediata do mandato e comunicou a decisão à Câmara Municipal de Vitória da Conquista para que seja dada posse ao suplente.
Apesar disso, o presidente da Câmara Municipal, Ivan Cordeiro (PL), informou que o Legislativo ainda não havia sido oficialmente notificado da decisão e que somente após o recebimento da comunicação judicial poderá adotar as providências necessárias para cumprir a determinação. Segundo o presidente, a Câmara respeitará integralmente o devido processo legal.
Após a decisão, Diogo Azevedo afirmou que irá recorrer da liminar e classificou o afastamento como resultado de uma perseguição política da prefeita Sheila Lemos, principal liderança do União Brasil no município.
“Eu gosto muito dela, da família dela. A gente tinha uma relação muito importante, eu me dediquei muito ao trabalho. O mais importante dessa história é que a população está do meu lado, a população entende
quem representa isso. Isso é claro uma perseguição da Prefeita Sheila Lemos”, disse em entrevista ao blogueiro Antonio Sena.
O vereador também declarou que o TRE-BA não considerou todas as provas apresentadas pela defesa e disse acreditar que conseguirá reverter o entendimento da Justiça Eleitoral. “Tenho muita tranquilidade sobre os fatos que eu apresentei, acho que ela [a desembargadora] esta equivocada na decisão que ela tomou”, ressaltou.
Apesar do afastamento imediato, o mérito da ação ainda será analisado pelo plenário do TRE-BA. Até que haja decisão definitiva, Alisson da Educação permanecerá na vaga de forma provisória.