EDITORIAL: No Dia da Mulher, Rui usa esposa para dominar órgãos públicos na Bahia

Aline Peixoto, esposa do ex-governador vai receber 41 mil reais em cargo vitalício no TCM.

Publicado em 09/03/2023 - às 09:14
Por Redação | Jornal Conquista
Foto: divulgação.

Nesta quarta-feira (08), a esposa do ex-governador Rui Costa (PT), atual Ministro da Casa Civil, a sra. Aline Peixoto, foi escolhida por 40, dos 63 deputados estaduais como a nova conselheira do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Poderíamos estar aqui vibrando com uma mulher chegando em um cargo tão importante, afinal ontem comemoramos o Dia Internacional da Mulher, mas infelizmente não há o que comemorar quando observamos os interesses obscuros por trás.

Em pleno 2023, o sr. Rui Costa parece querer construir uma oligarquia para chamar de sua. A Bahia se tornou o seu quintal. E para alcançar tal objetivo, foi necessário ter indisposição pública com aliados como o ex-governador e atual senador Jaques Wagner (PT), o deputado estadual Fabrício Falcão (PCdoB) – que pela 2ª vez teve sua vaga no TCM prometida e não cumprida – e claro, desgastar um ainda iniciante Governo Lula ao se tornar capa de diversos jornais e revistas de circulação nacional. Nada disso foi o bastante para que o Ministro deixasse de enxergar a Bahia como um local de controle.

Não é de hoje que Jornal Conquista e outros veículos de imprensa vem denunciando essa articulação como um abuso do ex-governador. No entanto, a oposição vê um suposto erro ao criticarmos o óbvio, mas não vê os erros do petista ao alocar familiares em órgãos públicos para que nós, baianos, os sustentemos. Lembro aqui que o cargo de Aline Peixoto é vitalício e vai nos custar 41 mil reais mensais.

Infelizmente (ou felizmente), milhões de baianos não têm a oportunidade de ter um Ministro de Estado e uma Conselheira vitalícia de Tribunal em suas casas para compor a renda mensal. Aliás, muito pelo contrário, enquanto o dinheiro público “vira água” na residência dos Costa, a Bahia tem o 2º maior número de pobres no Brasil (6,94 milhões), segundo o IBGE, atrás apenas de São Paulo. A base governista está pensando nisso nas discussões da Assembleia ou já visam nomear mais algum familiar de político?

Que fique claro que aqui não somos contrários a qualquer mulher em posições de poder. A democracia e a sociedade precisam ser igualitárias, mas o PT e seus partidos aliados tinham e têm centenas de pessoas que poderiam muito bem ter sido eleitas para o TCM nesta quarta. Mulheres verdadeiramente qualificadas para o cargo, com currículos melhores e com uma história de luta por seus ideais, era só uma questão de bom senso, mas isso, a base governista e o Ministro provaram não ter.

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