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Vitória da Conquista se destaca como polo de geração de empregos no Nordeste, aponta levantamento da Sudene

Município baiano registrou mais de 81 mil empregos formais; indústria e comércio varejista são os setores em destaque.

Publicado em 22/05/2025 - às 16:30
Por Redação | Jornal Conquista
Foto: PMVC.

Vitória da Conquista está entre os principais polos de geração de emprego e renda do Nordeste brasileiro, de acordo com dados do Boletim Temático Emprego e Rendimento, divulgado pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). O boletim considera dados do ano de 2024.

O município baiano soma 81.700 empregos formais, com destaque para o comércio varejista, que representa 18,5% dos vínculos, e a indústria, com 18%. Segundo o estudo, a indústria conquistense é fortemente impulsionada pelos setores de confecções e calçados, que juntos concentram quase metade dos empregos no setor industrial da cidade. São 2.906 empregos na confecção e 3.902 no setor calçadista.

Ainda na Bahia, Feira de Santana ocupa a primeira posição como o município com maior número de empregos formais fora das capitais do Nordeste, somando 142.479 vínculos ativos. O comércio e os serviços administrativos concentram a maior parte das vagas, enquanto a indústria, responsável por mais de 15% dos postos de trabalho, reforça sua importância na composição do PIB municipal.

O levantamento da Sudene reforça a tendência de interiorização do desenvolvimento regional, com municípios de médio porte fora das capitais assumindo protagonismo na geração de trabalho e renda. “O Nordeste vem consolidando clusters de emprego não só nas capitais, mas também no interior. Isso está relacionado a fatores como economias de aglomeração, aumento da demanda, investimentos públicos estratégicos e um ambiente de negócios mais favorável, construído historicamente”, destaca José Farias, coordenador-geral de Estudos e Pesquisas da Sudene.

Outros municípios nordestinos também se destacaram nesse cenário, como:

  • Juazeiro do Norte (CE) – 51.620 empregos formais, com forte presença do comércio e da indústria de transformação, seguidas por atividades administrativas, educação e saúde.
  • Petrolina (PE) – 84.043 vínculos, com destaque para o agronegócio e serviços.
  • Caruaru (PE) – 81.619 postos formais, sustentados pela indústria de confecções e o comércio varejista.
  • Campina Grande (PB) – com forte atuação da indústria coureiro-calçadista, além dos setores de comércio, serviços, educação e saúde.
  • Imperatriz (MA) – 59.588 empregos, com liderança do comércio, seguido por atividades administrativas e pela indústria de transformação.
  • Mossoró (RN) – 76.156 vínculos, divididos entre serviços administrativos e complementares, comércio e construção civil.

Os dados também mostram o crescimento em municípios mineiros sob influência da Sudene, como Montes Claros e Governador Valadares, onde o comércio e os serviços dominam o mercado de trabalho.

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Nordeste concentra 17% dos empregos formais do Brasil em 2024; Vitória da Conquista é destaque no interior

Relatório da Sudene aponta crescimento no emprego formal na região, com setores de serviços e comércio liderando a geração de vagas .

Publicado em 06/05/2025 - às 16:19
Por Redação | Jornal Conquista
Foto: Reprodução | Banco de Imagens.

O Nordeste responde por 17% do estoque de empregos formais do Brasil em 2024, segundo o Boletim Temático Emprego e Rendimento divulgado na última semana pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

Os estados do Rio Grande do Norte (7,3%), Paraíba (6,5%), Sergipe (5,4%) e Alagoas (4,9%) foram os que mais contribuíram para o desempenho positivo da região, com 527.070, 520.348, 329.235 e 430.300 vínculos ativos, respectivamente, em 2023.  

O estudo, elaborado pela Coordenação-Geral de Estudos e Pesquisas, Avaliação, Tecnologia e Inovação da Sudene, revela que o setor de serviços concentra a maior fatia dos empregos formais no Nordeste (47,1%), próximo à média nacional (47,6%).

O comércio aparece em seguida, com 24,7% das vagas na região contra 22,8% no Brasil. A agropecuária tem participação modesta (4,2% no Nordeste e 3,9% no país), enquanto a indústria responde por 16,3% dos postos de trabalho na região (19,3% no Brasil). Já a construção civil tem maior peso no Nordeste (7,7%) que no resto do país (6,4%).  

A Sudene identificou um aglomerado de empregos nas capitais e arredores, impulsionado por fatores como economias de aglomeração, demanda agregada e investimentos públicos. No entanto, municípios do interior como Feira de Santana, com 142.479 empregos, Campina Grande (PB) (106.776), Vitória da Conquista (81.666) e Caruaru (PE) (81.619) também se destacam.  

“Essas diferenças intra regionais reforçam a necessidade de que as políticas públicas sejam planejadas levando em consideração as especificidades de cada localidade”, explica o economista da Sudene Miguel Vieira Araújo.

Em geral, comércio e serviços dominam nesses municípios, representando mais de 70% dos empregos. Exceções são Petrolina (PE), onde a fruticultura eleva a agropecuária a 30% das vagas, e Vitória da Conquista e Caruaru (PE), com participação industrial de 19% e 20%, respectivamente.  

A remuneração média no Nordeste em 2024 foi de R$2.676,18, equivalente a 72% da média brasileira (R$3.706,90). A região também viu redução na proporção de trabalhadores que ganham até um salário mínimo: de 34,3% em 2013 para 27,6% em 2023. A faixa de 1,01 a 2 salários mínimos ainda abrange 57% dos empregados.  

Entre 2013 e 2023, o Nordeste perdeu participação no emprego formal do país, caindo de 18,2% para 16,4%. O Sudeste (51,3%) e o Sul (18,4%) avançaram no período. Contudo, a região cresceu acima da média nacional em empregos industriais: alta de 13,5% contra 4,6% no Brasil.  

O relatório reforça a necessidade de políticas territorializadas. “Podemos delinear estratégias direcionadas para estimular a criação de empregos de qualidade, fomentar a elevação da renda da população e promover a inclusão social”, destaca Araújo. José Farias, coordenador-geral da Sudene A autarquia também integra o grupo de trabalho da Nova Política Industrial Brasileira (NIB), mapeando polos industriais nordestinos.  

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