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Vitória da Conquista aparece em nova lista do governo sobre trabalho análogo à escravidão

Bahia teve oito novos empregadores incluídos no cadastro atualizado pelo Ministério do Trabalho

Foto: Auditoria Fiscal do Trabalho - MPT - Divulgação.

17:18 Atualizado em às 18:15 Por Kamile Cardoso Jornal Conquista

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A Bahia teve oito novos empregadores incluídos no Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como “lista suja”. Entre os casos registrados no estado está uma ocorrência de trabalho doméstico em Vitória da Conquista.

A atualização foi divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na última terça-feira (6). Com os registros, o estado baiano ocupa a segunda posição da lista, ficando atrás apenas de Minas Gerais, que teve 19 novos empregadores incluídos.

Além de Vitória da Conquista, os casos identificados no estado envolvem os municípios de Poções, Camaçari, Lauro de Freitas, Itacaré, Itajuípe e Itapicuru. As fiscalizações ocorreram entre 2024 e 2026 e resultaram no resgate de trabalhadores submetidos a condições consideradas análogas à escravidão.

Na Região Metropolitana de Salvador e no interior, as ocorrências envolveram atividades como trabalho doméstico, construção civil, armazenamento de carvão vegetal, produção de cacau e criação de gado.

Em Camaçari, trabalhadores da construção de um condomínio estavam alojados de forma improvisada dentro dos imóveis em construção. Já em Lauro de Freitas, dois trabalhadores foram encontrados em um galpão de carvão vegetal.

Segundo a fiscalização, eles não tinham registro nem exames médicos ocupacionais e dormiam em estruturas improvisadas, sem camas e colchões. Em todo o país, 82 novos empregadores foram incluídos na atualização, relacionada a 553 trabalhadores resgatados. Os registros estão distribuídos por 21 estados.

O cadastro é atualizado pelo governo federal duas vezes por ano e a inclusão ocorre após a conclusão do processo administrativo e uma decisão definitiva sobre a ocorrência. Os empregadores permanecem, em regra, por dois anos na lista.

Como denunciar?

Denúncias de trabalho em condições análogas à escravidão podem ser feitas de forma sigilosa pelo Sistema Ipê (clique aqui), plataforma do Ministério do Trabalho e Emprego destinada ao recebimento de denúncias relacionadas ao trabalho escravo.

O sistema permite o envio de informações de forma remota e o denunciante não precisa se identificar. Basta acessar o sistema e fornecer o maior número possível de informações sobre a situação.

A partir dos dados recebidos, a fiscalização avalia se o caso pode configurar trabalho análogo à escravidão e, quando necessário, realiza verificações no local.

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