Após reajuste da Acelen, gasolina e diesel chegam a R$ 6,45 e R$ 7,95 em Vitória da Conquista
Na última semana, a gasolina comum chegou a R$ 7,19 por litro
16:57 Por Iasmin Oliveira Jornal Conquista
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Na última quinta-feira (17), a Acelen, concessionária responsável pela gestão da Refinaria de Mataripe, anunciou um novo reajuste nos preços da gasolina e do diesel vendidos às distribuidoras na Bahia. A mudança já começa a repercutir nos valores encontrados nos postos de Vitória da Conquista.
Em alguns estabelecimentos da cidade, a gasolina estava sendo vendida a R$ 6,45 por litro, enquanto o diesel chegava a R$ 7,95. Entretanto, a informação corresponde ao preço encontrado em um estabelecimento específico e não à média dos postos do município.
Na última semana, a gasolina comum chegou a R$ 7,19 por litro em um posto localizado na Avenida Gilenilda Alves, no bairro Boa Vista, conforme registro feito pelo blogueiro Anderson.
Na ocasião, a gasolina V-Power e a aditivada eram comercializadas a R$ 7,29, o etanol V-Power custava R$ 4,59 e o diesel era vendido a R$ 6,74. Apesar dos valores encontrados em estabelecimentos específicos, a média da gasolina na cidade era menor.
Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entre 30 de agosto e 5 de setembro, o preço médio da gasolina comum em Vitória da Conquista foi de R$ 6,45 por litro. Na semana anterior, a média havia sido de R$ 6,54.
O novo aumento ocorre no mesmo período em que entrou em regulamentação uma subvenção federal de R$ 1 por litro para o diesel. O benefício foi estabelecido pelo Ministério da Fazenda por meio da Portaria nº 2.813/2026, com o objetivo de reduzir os efeitos das oscilações do mercado internacional sobre os preços do combustível.
Segundo o Sindicombustíveis Bahia, a Acelen ainda não informou se pretende aderir ao programa federal. A eventual adesão pode influenciar a forma como os reajustes serão sentidos ao longo da cadeia de comercialização.
O sindicato também chama atenção para a diferença de preços entre a Bahia e estados vizinhos. Em parte dessas regiões, o abastecimento é realizado por unidades da Petrobras, que adotam uma política comercial própria.
Para a entidade, essa diferença pode afetar a competitividade dos revendedores baianos. “Essa diferença prejudica a concorrência entre a Bahia e os estados vizinhos, criando impactos para a revenda, para o consumidor, para a própria dinâmica do mercado regional, trazendo prejuízos econômicos”, escreveu em nota.
A Acelen afirma que sua política de preços considera fatores como a cotação internacional do petróleo, a variação do dólar e os custos de frete.
Como o reajuste chega ao consumidor?
O preço anunciado pela refinaria não corresponde diretamente ao valor pago pelo motorista no posto. Entre uma etapa e outra estão as distribuidoras e os revendedores, além de custos como transporte, logística, operação e tributos.
Por isso, um reajuste aplicado pela refinaria pode ser repassado de maneira integral, parcial ou com algum intervalo de tempo, dependendo dos estoques disponíveis e da política comercial de cada empresa.