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Projeto da Uesb verifica notícias falsas e fortalece educação midiática em Vitória da Conquista

Iniciativa reúne estudantes e professores do curso de Jornalismo para checar conteúdos suspeitos e incentivar letramento digital.

Foto: Ascom | Uesb.

19:47 Por Redação | Jornal Conquista

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Em meio ao crescimento da circulação de informações falsas na internet, um projeto desenvolvido na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), em Vitória da Conquista, tem ajudado a população a identificar conteúdos enganosos presentes nas redes sociais e aplicativos de mensagens.

A iniciativa, chamada “Xereta”, é uma editoria do site Avoador e reúne estudantes e professores do curso de Jornalismo em um trabalho diário de verificação de informações que alcançam moradores da região.

Coordenado pela professora Carmen Carvalho, o projeto realiza a verificação de conteúdos enviados pela população e também monitora informações que circulam nas redes sociais, especialmente aquelas que apresentam indícios de desinformação ou conteúdo fora de contexto.

Segundo a coordenadora, o trabalho é desenvolvido de segunda a sexta-feira por uma equipe formada por estudantes. As verificações incluem consultas a bancos de dados, portais de transparência e contato direto com fontes oficiais, buscando garantir que as informações divulgadas sejam precisas e confiáveis.

Além de desmentir conteúdos falsos, o projeto busca fortalecer a educação midiática entre a população. A proposta é incentivar os cidadãos a compreenderem melhor como as informações são produzidas, distribuídas e consumidas no ambiente digital.

Para Carmen Carvalho, o combate à desinformação é uma responsabilidade coletiva e o jornalismo tem papel fundamental nesse processo. “Primeiro, educação midiática para entender que o jornalismo é essencial para uma sociedade democrática, jornalismo profissional, que produz conteúdo com apuração, que produz conteúdo com ética, que produz conteúdo com compromisso social. Nem todo conteúdo que está na internet tem esses princípios pelos quais o jornalismo está estruturado”, destacou.

De acordo com a coordenadora, a educação midiática e o letramento digital na sociedade atual são fundamentais para a compreensão do mundo, especialmente em ano de eleição. “É preciso entender o que é a mídia tradicional e o que é essas novas formas de produção de conteúdo a partir das plataformas de redes sociais, a partir do algoritmo, e como que cada pessoa, a partir do que consome nas redes sociais, vai tendo um direcionamento e um entendimento de mundo”, concluiu.

A iniciativa ganha ainda mais importância diante do crescimento de conteúdos produzidos com o auxílio da inteligência artificial. Ferramentas capazes de criar imagens, vídeos e áudios realistas têm ampliado os desafios para quem busca identificar o que é verdadeiro e o que foi manipulado.

Para o coordenador de educação da Agência Lupa, Raphael Kapa, desenvolver o pensamento crítico é uma das principais formas de combater a desinformação. Ele orienta que, antes de compartilhar qualquer conteúdo, as pessoas procurem verificar a origem da informação, conferir datas e buscar fontes reconhecidas.

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