Justiça concede liberdade a influenciador preso em Vitória da Conquista por promover cassinos online ilegais
Medida foi tomada pelo juiz plantonista, que determinou a liberação do investigado nas próximas horas.
O influenciador digital, de 27 anos, preso na manhã desta terça-feira (1º) em Vitória da Conquista sob acusação de estelionato eletrônico, exploração de jogos de azar e crimes contra a economia popular, foi solto após decisão da Justiça.
A medida foi tomada pelo juiz plantonista, que avaliou o procedimento de prisão e determinou a liberação do investigado nas próximas horas.
O suspeito foi detido em sua residência, no bairro Boa Vista, durante uma operação da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR). A investigação apontou que ele utilizava sua influência nas redes sociais para promover cassinos online ilegais, divulgando ganhos expressivos e incentivando seguidores a se cadastrarem em plataformas proibidas no Brasil.
Durante a ação policial, foram apreendidos dois veículos, R$ 8 mil em dinheiro, três celulares, vinte cartões bancários, um notebook e uma máquina de cartão. No entanto, com a decisão da Justiça favorável à soltura, os bens apreendidos deverão ser devolvidos ao influenciador.
A Polícia Civil iniciou a investigação há cerca de um ano, após receber uma denúncia de que um dos jogadores teria perdido R$ 30 mil ao seguir as orientações do influenciador para apostar. O suspeito indicava links para plataformas ilegais e exibia ganhos exorbitantes em suas redes sociais, atraindo mais pessoas para o esquema. Enquanto ele ostentava uma rotina de luxo, os demais apostadores não obtinham os mesmos lucros.
Além das denúncias de prejuízo financeiro, a polícia também apurou que adolescentes e crianças estavam acessando os sites de apostas promovidos pelo influenciador.
Com a decisão judicial de relaxamento da prisão, Igor Moura responderá ao processo em liberdade. A Polícia Civil reforça que a exploração de cassinos virtuais é proibida no Brasil, conforme a Lei nº 13.506/2017, e que influenciadores que promovem esse tipo de atividade podem ser responsabilizados civil e criminalmente, incluindo a obrigação de reparar danos financeiros às vítimas.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema.