Acelen anuncia aumento de 17,5% no gás de cozinha; botijão pode ficar até R$ 15 mais caro
Este é o sétimo reajuste registrado em 2026 e o maior desde que a privatização da Refinaria, em 2021.
15:14 Por Iasmin Oliveira Jornal Conquista
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No último domingo (1º), a Acelen, empresa responsável pela administração da Refinaria de Mataripe, na Bahia, anunciou um reajuste de 17,5% no preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) vendido às distribuidoras. O aumento deve provocar uma alta entre R$ 12 e R$ 15 no valor do botijão para o consumidor final.
A informação foi confirmada por Robério Souza, presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (Sinrevgas). Segundo ele, este é o maior aumento registrado desde que a Acelen assumiu a operação da Refinaria de Mataripe, em 2021.
Em nota, a Acelen informou que o preço do GLP comercializado pela Refinaria para as distribuidoras passou de R$ 3.971,60 para R$ 4.664,90 por tonelada. A empresa explicou que adota uma política de preços própria, baseada em critérios de mercado.
Sétimo reajuste do ano
Segundo dados do setor de revenda, o aumento anunciado para novembro é o sétimo reajuste registrado em 2026. Ao longo do ano, o preço do gás de cozinha passou por diferentes variações: alta de 2,38% em janeiro, redução de 4,19% em fevereiro e estabilidade em março.
Em abril, houve aumento de 15,2%. No mês seguinte, o reajuste foi de 4,3%, mas, segundo o sindicato, o impacto foi absorvido pelos revendedores, sem repasse integral aos consumidores. Em junho, o produto voltou a subir, com alta de 9,59%. Já em julho e agosto, foram registradas reduções de 6,8% e 7,1%, respectivamente. Em outubro, o setor teve um novo aumento, de aproximadamente 9%.
Política de preços independente
A política de preços adotada pela Acelen está relacionada à privatização da Refinaria de Mataripe, antiga Refinaria Landulpho Alves (RLAM), que pertencia à Petrobras. A unidade foi privatizada durante o governo do então presidente Jair Bolsonaro, em um processo iniciado em 2019 e concluído em dezembro de 2021, quando o controle da refinaria foi transferido para a Acelen.
Desde então, a empresa passou a definir os preços dos produtos comercializados pela unidade com base em critérios próprios, sem necessariamente acompanhar os reajustes praticados pela Petrobras. Entre os fatores considerados estão a cotação internacional do petróleo, a variação cambial e os custos de frete e operação.
Dessa forma, as alterações nos preços do gás de cozinha produzido na Refinaria de Mataripe seguem a política comercial da Acelen, e não as decisões da estatal. O reajuste de 17,5% anunciado para novembro é um exemplo dessa autonomia na definição dos valores.