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Relatório da PF cita ACM Neto como liderança de grupo investigado por fraudes, aponta ICL

Segundo reportagem, investigação apura esquema que teria movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão em contratos públicos.

Foto: Arisson Marinho / Correio

17:38 Por Iasmin Oliveira Jornal Conquista

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Na última quinta-feira (1º), uma reportagem do portal ICL Notícias afirmou que um relatório da Polícia Federal teria apontado o candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) como liderança de uma organização investigada por um suposto esquema de fraudes em contratos públicos da Prefeitura de Belo Horizonte, Minas Gerais.

Segundo a publicação, a organização teria movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão. O documento integra as investigações da Operação Overclean que apura suspeitas relacionadas a contratos públicos e outros possíveis crimes e, de acordo com o ICL, aponta suspeitas de corrupção, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e irregularidades em contratos públicos.

Ainda segundo o ICL Notícias, parte dos valores teria sido movimentada em dinheiro vivo e transportada em malas dentro de aeronaves fretadas no trajeto entre São Paulo e Salvador. Um dos episódios mencionados no relatório teria ocorrido em 19 de novembro de 2024, quando uma aeronave teria transportado aproximadamente R$ 5 milhões em espécie.

De acordo com a reportagem, o dinheiro teria sido levado por um homem identificado como Clebson Oliveira. O piloto ouvido pela Polícia Federal teria relatado lembrar da presença de cinco ou seis malas na aeronave. Durante o voo, Marcos Moura, empresário conhecido como “Rei do Lixo”, teria realizado uma ligação de aproximadamente três minutos para ACM Neto.

O relatório também registra, segundo o ICL, 232 contatos entre ACM Neto e Marcos Moura entre agosto e dezembro de 2024. A investigação aponta Moura como intermediário em negociações relacionadas à Prefeitura de Belo Horizonte durante a gestão do então prefeito Fuad Noman.

A investigação também menciona Flávia Bittencourt, que teria atuado na Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte e, anteriormente, ocupado um cargo na Prefeitura de Salvador durante a gestão de ACM Neto. Segundo o relatório citado pelo ICL, ela teria participado da organização de processos de contratações investigadas.

Apesar das informações reunidas pela Polícia Federal, ACM Neto não foi indiciado nessa etapa da investigação, conforme informado pelo ICL Notícias. A situação descrita no relatório corresponde a uma conclusão investigativa e não a uma condenação judicial.

Segundo o próprio veículo, o candidato encaminhou uma nota classificando as informações como “inverdades” , negando de forma categórica as acusações.

Em nota, ACM Neto afirmou que já havia acionado seus advogados para adotar as medidas cabíveis contra os responsáveis pela publicação e disseminação do que classificou como “fake news”. Segundo ele, o conteúdo teria como objetivo interferir de maneira “criminosa e antidemocrática” no andamento das eleições.

“Não surpreende que tal matéria – articulada com outras notas apócrifas veiculadas pela rede de desinformação e difamação montada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) – seja veiculada na véspera da eleição para governador da Bahia, onde desponto nas pesquisas como franco favorito. Desminto de forma categórica tudo ali noticiado e desafio o ICL e suas fontes a apresentarem as provas”, escreveu.

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