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Com população idosa em expansão, Bahia registra aumento expressivo de casos de violência

Somente no mês de novembro, o estado registrou 2.496 ocorrências.

Publicado em 02/12/2025 - às 16:33
Por Redação | Jornal Conquista
Foto: Freepik.

O envelhecimento da população vem avançando em ritmo acelerado no Brasil e no mundo, e o cenário acende um alerta para a violência contra a terceira idade. Segundo o Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, em 2025, a Bahia já contabiliza 43.963 violações envolvendo esse público, os casos incluem maus-tratos, exploração sexual e até tráfico de pessoas.

Apesar do volume, apenas 4.538 denúncias foram formalizadas. Somente no mês de novembro, o estado registrou 2.496 ocorrências. Em 2024, o total havia chegado a 49.015 violações.

O crescimento desses números ocorre em meio a uma transformação demográfica. A Organização Mundial de Saúde (OMS) projeta que, até o fim de 2026, haverá mais idosos do que crianças no planeta pela primeira vez na história.

No Brasil, o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a população com 65 anos ou mais cresceu 57,4% em doze anos. Já o grupo de pessoas com 60 anos ou mais chegou a 32,1 milhões, representando 15,8% da população, um salto de 56% em relação a 2010.

Na Bahia, o cenário acompanha a tendência nacional. Projeções do IBGE indicam que, até 2070, quatro em cada dez baianos terão 60 anos ou mais. Hoje, o estado reúne mais de 2,3 milhões de pessoas idosas e concentra o maior número de centenários do país.

Para Ma. Lianne Soares, coordenadora do curso de Direito da Faculdade Anhanguera de Vitória da Conquista, a divulgação desses dados contribui para a criação de ações mais eficazes de prevenção e enfrentamento e, consequentemente, para a redução dessas violências.

“As pessoas idosas em geral não têm força ou métodos para se defender sozinhas e, portanto, é essencial redobrar os cuidados e a atenção comesse público”, disse.

A especialista reforça que o combate à violência também começa dentro do ambiente familiar. Para ela, é fundamental que as famílias evitem a perpetuação da vulnerabilidade emocional e física dos idosos. “Estabeleça diálogos, fortaleça laços e proporcione um ambiente adequado e seguro para eles. Ouvir o idoso sobre o que ele está passando ajuda a dirimir esse problema”, afirmou.

Como denunciar casos de violência contra pessoas idosas?

Qualquer cidadão pode denunciar situações de violência, negligência ou violação de direitos contra pessoas idosas. As denúncias podem ser feitas pelos seguintes canais:

  • Polícia Militar – 190
  • Polícia Civil – 197
  • Disque 100
    • Funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive feriados. Aceita denúncias anônimas.
  • Canais eletrônicos da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos

Além disso, o Ministério Público, especialmente as Promotorias de Justiça com atuação na área do Idoso, pode ser procurado quando houver descumprimento de direitos coletivos ou difusos dessa população.


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Bahia é o terceiro estado com mais trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão no país

Mais de 1.600 pessoas foram libertadas nos últimos cinco anos; Poções é identificada como rota de tráfico de pessoas no estado.

Publicado em 21/07/2025 - às 16:12
Por Redação | Jornal Conquista
Foto: Divulgação/MPT.

Segundo dados do Smartlab, plataforma do Ministério Público do Trabalho (MPT) em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Bahia ocupa o 3º lugar no ranking nacional de trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão, com 1.605 pessoas libertadas entre 2019 e 2024. O estado fica atrás de Minas Gerais, com 2.312 resgates, e Maranhão, com 1.736 resgates.

Além do trabalho escravo, o tráfico de pessoas também preocupa autoridades. Entre 2012 e 2019, Salvador liderou em número de denúncias de tráfico de crianças e adolescentes no Disque 100, concentrando cerca de 24,1% dos registros em todo o país. Desses casos, 77,6% estavam ligados ao trabalho escravo e 22,4% à exploração sexual comercial.

A cidade de Poções, localizada próxima a Vitória da Conquista, foi apontada como principal ponto de saída de pessoas traficadas a partir do estado. Em ambos os crimes, as principais vítimas são pessoas negras e com baixa escolaridade.

No caso da exploração sexual, a maioria são meninas e mulheres entre 11 e 35 anos. Já o trabalho escravo atinge predominantemente meninos e homens da mesma faixa etária, conforme levantamento do Ministério Público do Trabalho na Bahia (MPT-BA).

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