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Sindicato dos Caminhoneiros cobra reconhecimento e destaca impacto econômico da categoria em Vitória da Conquista

Em discurso na Câmara, representante afirmou que mais de 2 mil autônomos movimentam a economia local e cobrou ações do Legislativo

Publicado em 27/02/2026 - às 14:43
Por Redação | Jornal Conquista
Foto: Ascom | CMVC

Nesta sexta-feira (27), um representante do Sindicato dos Caminhoneiros de Vitória da Conquista compareceu a Tribuna Livre da Câmara Municipal para destacar a importância econômica da categoria e cobrar mais reconhecimento e políticas públicas voltadas aos profissionais do transporte rodoviário.

Durante o pronunciamento, Marcos Alberto apresentou dados sobre o setor e afirmou que, atualmente, o município conta com 2.019 caminhoneiros autônomos e 467 empresas de logística, responsáveis pelo transporte de mercadorias para o Sul, Extremo Sul e Centro-Oeste da Bahia. Segundo ele, a atividade movimenta milhões em cargas e contribui de forma significativa para a arrecadação local.

O representante também destacou que a presença da categoria impulsiona diversos segmentos da economia, como postos de combustíveis, oficinas mecânicas e lojas de peças para veículos pesados, especialmente na região da Rio-Bahia.

“Se você enche o tanque de um carro pequeno com 250 reais, uma carreta chega a abastecer 6 mil reais. É por isso que temos essa quantidade de postos e empresas voltadas para caminhões aqui”, comparou.

Além de defender maior valorização, Marcos Alberto criticou o que considera falta de visibilidade e preconceito contra os caminhoneiros e cobrou melhorias estruturais, como a ampliação de pontos de carga e descarga no centro da cidade.

Ele também afirmou que a categoria enfrenta dificuldades diárias para realizar entregas na área central. “É uma luta para o caminhoneiro encostar para fazer uma descarga. A prioridade no centro é pedestre, bicicleta, táxi e ônibus. Carga e descarga ficam por último”, disse.

Marcos Alberto apresentou a Cooperativa de Caminhoneiros Autônomos do Sudoeste e Sul Baiano (CCASESB) como entidade organizada e reforçou o pedido para que o Legislativo desenvolva ações concretas voltadas ao setor, ressaltando que grande parte das empresas locais depende diretamente do transporte rodoviário realizado por autônomos.

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Interdição de ponte ameaça abastecimento de combustíveis em Vitória da Conquista e outras regiões da Bahia

Suspensão no tráfego sobre o Rio Jequitinhonha causa prejuízos logísticos; distribuidoras alertam para risco de desabastecimento e pedem medidas urgentes.

Publicado em 26/05/2025 - às 11:17
Por Redação | Jornal Conquista
Foto: Rede Bahia.

A interdição total da ponte sobre o Rio Jequitinhonha, na BR-101, em Itapebi, no sul da Bahia, tem gerado graves transtornos e possíveis impactos no abastecimento de combustíveis em Vitória da Conquista e em outras cidades do estado. O alerta foi feito na última quinta-feira (22), pelo Sindicato das Distribuidoras de Combustíveis da Bahia (Sindicom-BA), que vê risco iminente de desabastecimento.

Desde o bloqueio da ponte, a principal rota alternativa tem sido a BA-982, no distrito de Santa Maria Eterna, em Belmonte. Segundo o sindicato, a estrada apresenta condições precárias, dificultando o transporte e colocando em risco a segurança dos trabalhadores.

“Com a venda de combustíveis abaixo do custo, reflexo direto da queda na demanda e da tentativa das distribuidoras de evitar multas contratuais impostas pela refinaria Acelen – devido ao não cumprimento das cotas diárias de retirada – o mercado enfrenta um desequilíbrio que ameaça distribuidoras e colaboradores em várias cidades como Eunápolis, Itagimirim, Itabela, Porto Seguro, Teixeira de Freitas, Itabuna, Vitória da Conquista e até mesmo no norte de Minas Gerais”, declarou a Sindicom-BA.

Em nota, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) comunicou que será necessária a construção de uma nova ponte, uma vez que os testes técnicos apontaram a inviabilidade de reabilitação da estrutura existente. A obra deve levar de 10 meses a 1 ano para ser concluída.

O DNIT também avalia a instalação de uma balsa provisória para veículos leves. “No momento, o tráfego de pedestres e de veículos de qualquer porte, segue interrompido na ponte. Sobre o desvio, o DNIT informa que contratou a manutenção e os serviços já estão sendo realizados”, afirmou o departamento.

As Federações da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA) e das Empresas de Transportes da Bahia e Sergipe (Fetrabase) enviaram um ofício conjunto ao Ministério dos Transportes cobrando agilidade nas obras. Segundo as entidades, a ponte é estratégica para o tráfego de mercadorias, suprimentos e produção, e atende cerca de 70 municípios, com impacto direto em uma região que abriga mais de 2 milhões de pessoas.

Desde a interdição, o DNIT passou a recomendar o uso de três rotas alternativas. Para ambos os sentidos da BR-101, a orientação é seguir pela BA-275 até Santa Maria Eterna, acessar a BA-658, depois a BA-982, em seguida a BA-274, retornando à BR-101 na altura do km 646.

No sentido Espírito Santo/Salvador, a alternativa indicada é acessar a BR-418 no km 920 da BR-101, no distrito de Posto da Mata, em Nova Viçosa, Extremo Sul da Bahia, e seguir até a BR-116, em Teófilo Otoni (MG).

Já para quem trafega no sentido Itabuna/Espírito Santo, a rota sugerida começa no km 506 da BR-101, em Itabuna, no Sul do estado, acessando a BR-415 e, na sequência, a BR-116, em Vitória da Conquista, no Sudoeste.

A Fetrabase aponta que diante da interdição o transporte rodoviário de cargas e passageiros já enfrenta atrasos, aumento de custos e riscos operacionais. Como consequência, o sistema logístico fica comprometido, o que afeta diretamente o abastecimento de mercadorias e a mobilidade entre cidades, tanto em rotas intermunicipais quanto interestaduais.

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