continua após a publicidade
Envie sua notícia para o
WhatsApp 77 9 9119-4164

Arraste para baixo e veja as notícias.

Empresa é condenada a devolver R$ 15 mil após golpe do PIX em Vitória da Conquista

Justiça reconhece falha na segurança da empresa PagSeguro Internet e determina ressarcimento à vítima de fraude bancária com juros e correção monetária.

Publicado em 17/03/2026 - às 13:14
Por Redação | Jornal Conquista
Foto: Anderson Oliveira.

Uma decisão da 3ª Vara Cível de Vitória da Conquista condenou a empresa PagSeguro Internet a devolver aproximadamente R$ 15 mil a uma vítima de fraude bancária. O valor deverá ser pago com correção monetária e juros mensais, após o reconhecimento de falhas na segurança da instituição.

De acordo com a ação, o golpe ocorreu em novembro de 2023. A vítima recebeu uma mensagem de texto (SMS) alertando sobre uma suposta situação de risco em sua conta bancária e orientando que entrasse em contato por meio de um número 0800.

Ao ligar, foi auxiliada por uma pessoa que se apresentou como funcionário do banco Mercado Pago. Durante a ligação, o golpista informou que seria necessário realizar uma “atualização de segurança” na conta. Convencida, a mulher fez transferências via PIX, totalizando o prejuízo de cerca de R$ 15 mil.

O caso foi acompanhado pela Defensoria Pública do Estado da Bahia, que atuou em favor da consumidora por meio dos defensores públicos Walter Iannone Tarcha e Robson Vieira Santos, da área Cível e de Relações de Consumo.

A decisão apontou que o golpe só foi possível porque os criminosos utilizaram contas abertas na própria plataforma da empresa para receber os valores. Além disso, a PagSeguro não conseguiu comprovar que adotou medidas adequadas para verificar a identidade e a confiabilidade dos titulares dessas contas, o que evidenciou fragilidades nos mecanismos de controle e segurança.

Segundo a sentença, a responsabilidade da instituição financeira é objetiva, conforme estabelece o Código de Defesa do Consumidor. O juízo também considerou o entendimento do Superior Tribunal de Justiça de que fraudes praticadas por terceiros em operações bancárias configuram “fortuito interno”, ou seja, um risco inerente à atividade das instituições.

A empresa, por sua vez, argumentou que atuou apenas como intermediadora de pagamento e que não poderia ser responsabilizada pelo crime, alegando que a vítima teria contribuído para o golpe ao fornecer informações e realizar as transferências.

De acordo com o defensor público Robson Vieira Santos, a decisão representa um avanço em casos desse tipo. “Trata-se de fraude cometida via PIX, em que temos insistido em acionar o banco de destino da transferência, em razão de permitir que estelionatários abram contas sem a cautela necessária”, afirmou.

Diante disso, a Defensoria Pública do Estado da Bahia reforça que não cobra por seus serviços. A instituição não solicita depósitos, transferências ou qualquer tipo de pagamento para prestar atendimento jurídico.

A orientação é que a população desconfie de contatos que peçam dinheiro em nome da Defensoria ou prometam agilizar procedimentos mediante pagamento. Em caso de dúvida, o cidadão deve buscar diretamente os canais oficiais (clique aqui) ou uma unidade de atendimento.

Em Vitória da Conquista, a 2ª Defensoria Pública Regional está localizada na Sede Valdemir Pina, no Loteamento Itamaraty, Rua Rio Doce, nº 2294, no bairro Candeias. Para mais informações, a população deve entrar em contato com a Defensoria pelo telefone (77) 3229-2050 ou pelos celulares institucionais (71) 99624-2776 e (71) 99924-0746.

Clique no botão abaixo para entrar no grupo
Entre no grupo de notícias Jornal Conquista

Vitória da Conquista é alvo de operação da PF contra associação criminosa especializada em fraudes bancárias

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, medidas cautelares e um mandado de prisão preventiva em Vitória da Conquista e Salvador.

Publicado em 13/11/2025 - às 16:24
Por Redação | Jornal Conquista

Nesta quinta-feira (13), a Polícia Federal deflagrou a Operação Worms 2 – “Não Seja um Laranja”, que cumpriu mandados de busca e apreensão e medidas cautelares em Vitória da Conquista e Salvador. A ação teve com o objetivo de desarticular uma associação criminosa especializada em fraudes bancárias, furto qualificado, estelionato majorado e lavagem de dinheiro.

De acordo com as investigações, o grupo utilizava contas de terceiros, conhecidos como “laranjas” para movimentar valores ilícitos provenientes de golpes contra a Caixa Econômica Federal e outras instituições financeiras.

A ação contou com o apoio da Justiça Federal e faz parte da Força-Tarefa Tentáculos, iniciativa que conta com a cooperação entre órgãos de segurança, bancos e instituições financeiras no combate às fraudes eletrônicas.

As investigações, iniciadas a partir das operações Worms e Não Seja Um Laranja, deflagradas em 2022, identificaram que o grupo possuía um esquema de lavagem de dinheiro, utilizando instituições de pagamento, plataformas de apostas online e criptoativos para ocultar a origem do dinheiro.

Relatórios de inteligência financeira indicam movimentações superiores a R$ 6,9 milhões entre 2023 e 2024. Parte dos recursos, segundo a PF, pode ter ligação com o tráfico de drogas, o que amplia o alcance das investigações.

Além das diligências, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros dos suspeitos, com o objetivo de enfraquecer a estrutura financeira da organização criminosa.

Clique no botão abaixo para entrar no grupo
Entre no grupo de notícias Jornal Conquista

Bahia: Esquema de fraude bancária é investigado pela PF em Salvador e Jequié

A Operação Linha Verde descobriu que o esquema já causou um prejuízo superior a R$ 567 mil à Caixa Econômica Federal.

Publicado em 18/12/2024 - às 15:44
Por Redação | Jornal Conquista

Nesta quarta-feira (18), a Polícia Federal (PF) deflagrou a operação “Linha Verde”, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa suspeita de fraudar a Caixa Econômica Federal por meio da abertura de contas e obtenção de créditos utilizando documentos falsos em nome de terceiros. 

A ação ocorreu em Salvador e Jequié, e em municípios de Sergipe e Alagoas.

O esquema já causou um prejuízo superior a R$ 567 mil, mas a PF acredita que o valor pode ser ainda maior. 

ver notícia completa
Clique no botão abaixo para entrar no grupo
Entre no grupo de notícias Jornal Conquista