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Empresas chinesas planejam parque fabril de energia renovável na Bahia; entenda

Governador Jerônimo Rodrigues se reuniu com fornecedores da Goldwind, em Pequim, para discutir a instalação de novas fábricas no estado.  

Publicado em 14/05/2025 - às 10:28
Por Redação | Jornal Conquista
Foto: Daniel Sena | GOVBA.

Em uma reunião realizada na terça-feira (13), na sede da Goldwind em Pequim, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, discutiu com dirigentes de sete fornecedores da empresa chinesa a possibilidade de instalação de um parque fabril de energia renovável no estado.

A iniciativa visa reduzir custos e aumentar a competitividade no setor eólico, além de impulsionar a geração de empregos e o desenvolvimento tecnológico na região.  

A Goldwind, maior produtora mundial de aerogeradores, já opera uma fábrica em Camaçari, inaugurada no ano passado, e planeja triplicar sua capacidade na Bahia. Agora, seus fornecedores demonstraram interesse em se estabelecer no estado, formando um polo industrial que fortalecerá a cadeia produtiva de energia limpa.  

Durante o encontro, o governador destacou a estrutura e as condições favoráveis da Bahia para receber investimentos internacionais. “Foi uma reunião muito produtiva. Há um real interesse dessas empresas se instalarem na Bahia e nós vamos agora, junto com o Governo Federal, atuar de todas as formas para que o mais rápido possível elas possam chegar ao nosso estado, gerando emprego, renda e desenvolvimento tecnológico”, afirmou Jerônimo Rodrigues.  

A unidade baiana da Goldwind já ocupa uma fatia significativa do mercado nacional de turbinas eólicas, com expectativa de alcançar entre 25% e 30% de participação nos próximos anos. A chegada dos fornecedores deve tornar os equipamentos da empresa ainda mais competitivos, ampliando sua produção não apenas para o mercado brasileiro, mas também para exportação às Américas.  

Além disso, a consolidação desse parque fabril pode incentivar novos investimentos da Goldwind no estado, incluindo a produção de hidrogênio verde e metanol renovável, segmentos nos quais a empresa já atua na China.  

A fábrica da Goldwind em Camaçari é a primeira da companhia fora da China e simboliza um avanço no desenvolvimento sustentável da Bahia. Fundada em 1998, a empresa emprega mais de seis mil pessoas globalmente e registrou uma receita de aproximadamente US$7,82 bilhões em 2024, com destaque para a fabricação de turbinas eólicas e operação de parques renováveis.  

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Governador da Bahia apresenta potencial do estado para investimentos em tecnologia durante seminário na China

Jerônimo Rodrigues apresentou as condições da Bahia para receber investimentos em energia renovável, tecnologia e inovação.

Publicado em 13/05/2025 - às 12:14
Por Redação | Jornal Conquista
Foto: Daniel Senna/GOVBA.

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, participou nesta segunda-feira (12), na China, do Seminário Empresarial China-Brasil, promovido pela ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). Durante o evento, ele apresentou o potencial da Bahia para receber investimentos em áreas como tecnologia, energia renovável e inovação.

Com público estimado em cerca de 400 empresários chineses, além de autoridades governamentais e representantes ministeriais, o seminário integra uma agenda voltada ao fortalecimento das relações econômicas entre Brasil e China. Jerônimo Rodrigues representou o estado da Bahia na comitiva brasileira.

Na apresentação, o governador destacou que 98% da energia gerada no estado vem de fontes renováveis. Também abordou as políticas públicas adotadas nas últimas duas décadas para garantir segurança jurídica, oferecer incentivos fiscais e preparar a mão de obra local para atender às demandas de empresas internacionais. “Eu fiz uma exposição da experiência nossa nesses últimos 20 anos, o que a gente vem fazendo para construir um ambiente seguro de legislação, pra quem quer investir”, disse.

Antes do seminário, o governador participou de três reuniões com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e representantes de empresas interessadas em investir no Brasil. Em uma dessas reuniões, a empresa Windey Energy firmou uma parceria com o SENAI-CIMATEC para a criação de um centro de pesquisa em energia eólica na Bahia. O projeto prevê o desenvolvimento de soluções em armazenamento de energia e geração híbrida combinando fontes eólica e solar.

A Bahia já recebe investimentos chineses relevantes, como os da BYD e da Goldwind, com unidades em Camaçari. De acordo com informações do governo estadual, outras empresas procuraram a comitiva baiana para discutir possibilidades de novos investimentos.

O presidente Lula também participou do encerramento do seminário, destacando a importância da parceria econômica com o país asiático. “Esse fórum é mais uma demonstração da importância que damos à relação entre os nossos países. Queremos comprar mais e vender mais para a China”, afirmou.

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Brasil e China negociam projeto de rota alternativa que pode ligar Ilhéus ao Peru; entenda

Bahia pode se tornar elo estratégico em nova rota internacional de transporte de cargas.

Publicado em 17/04/2025 - às 16:53
Por Redação | Jornal Conquista
Fotos: Daniel Thame/GOVBA.

Uma delegação de engenheiros ferroviários do governo chinês esteve na última quarta-feira (16), em Ilhéus, na Bahia, com o objetivo de analisar as obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e do Porto Sul.

A visita técnica teve como finalidade analisar o potencial dessas estruturas para a criação do Corredor Bioceânico Brasil-Peru – uma rota que ligaria o Oceano Atlântico, na costa brasileira, ao Oceano Pacífico, por meio de estradas, ferrovias e portos. 

Fotos: Daniel Thame/GOVBA.

Paulo Guimarães, presidente da Bahiainvest, destaca que o Porto Sul e a Fiol são fundamentais para todo o estado da Bahia. “Eles vão possibilitar o escoamento de minérios e grãos e representar uma grande artéria para o desenvolvimento de novos projetos industriais e agroindustriais”, afirma. 

A Malha I da Fiol, com 537 km entre Caetité e Ilhéus, está sendo executada pela concessionária Bahia Mineração S.A (Bamin), que também é responsável pela construção do Porto Sul. A integração entre ferrovia e porto fortalece a posição da Bahia como ponto de partida do corredor que liga os dois oceanos. 

A missão foi coordenada pelo Governo Federal com apoio do Governo da Bahia e contou com representantes do Ministério dos Transportes, da Casa Civil e da Bahiainvest. Segundo o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, a proposta prevê a construção de um corredor ferroviário estratégico atravessando os estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Acre, com o objetivo de escoar a produção do Centro-Oeste brasileiro até o Porto de Chancay, próximo a Lima, no Peru. 

“O Brasil exporta, anualmente, US$350 bilhões, e mais de um terço desse volume tem como destino a China. Desse total, 60% correspondem a minério de ferro e soja – cargas que dependem de transporte ferroviário. É uma alternativa mais eficiente, tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental”, acrescentou Leonardo Ribeiro.

A China deve realizar novos estudos para avaliar a viabilidade da implantação da ferrovia interoceânica, que promete reduzir em até dez dias o tempo de transporte marítimo entre o Brasil e os mercados asiáticos. 

Outro eixo fundamental da proposta é o projeto Fico-Fiol, que compreende a concessão das ferrovias de Integração Centro-Oeste (Fico) e Fiol à iniciativa privada. A iniciativa prevê a extensão de cerca de 2.700 km de trilhos entre Bahia, Goiás e Mato Grosso, com investimentos estimados em R$ 28,7 bilhões, integrando as ferrovias envolvidas à Ferrovia Norte-Sul e à Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), visando o transporte da produção de grãos e minérios da Bahia e do Matopiba até Lucas do Rio Verde (MT). 

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