Vitória da Conquista: alteração da Azul na operação de voos gera críticas e levanta debate sobre desenvolvimento regional
Medida prevê cortes na frequência de voos para a capital baiana e na capacidade de passageiros.
Na última terça-feira (14), a Azul Linhas Aéreas anunciou mudanças na operação de voos entre Vitória da Conquista e Salvador. A alteração, prevista para entrar em vigor em junho de 2026, inclui a substituição da aeronave atual por um modelo de menor porte, reduzindo significativamente a capacidade de transporte.
Além disso, os voos diretos deixarão de ser diários e passarão a ocorrer apenas às terças, quintas, sábados e domingos, obrigando passageiros a recorrer a conexões, principalmente via Belo Horizonte, nos demais dias.
As mudanças geraram reação entre moradores, empresários e usuários frequentes do transporte aéreo, principalmente nas redes sociais. Para muitos, a medida representa um retrocesso, já que reduz a oferta de voos em uma cidade como Vitória da Conquista, que funciona como referência regional em saúde, educação e comércio para mais de 2 milhões de pessoas.
Outro ponto levantado é a contradição entre a diminuição das operações e a estrutura do Aeroporto Glauber Rocha, planejado justamente para ampliar a conectividade aérea e impulsionar o desenvolvimento da região.
Na âmbito político, o vereador Edivaldo Ferreira Júnior (PSDB) apresentou um requerimento solicitando providências e articulação entre autoridades. Ele destacou que a diminuição da capacidade dos voos pode encarecer as passagens e dificultar o deslocamento, especialmente para quem depende do transporte aéreo para tratamentos de saúde ou compromissos acadêmicos.
O presidente da Câmara, Ivan Cordeiro, também se posicionou contra a medida, alertando para possíveis prejuízos econômicos e para o risco de isolamento da região. Segundo ele, o Legislativo deve atuar junto ao Governo da Bahia e aos órgãos competentes em busca de soluções.
A prefeita Sheila Lemos também reagiu, classificando a medida como inaceitável. Em uma publicação realizada nas redes sociais, a gestora destaca que a redução pode afetar o desenvolvimento econômico do município e da região, além de dificultar o acesso à capital baiana.