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Justiça mantém justa causa de trabalhador após violência doméstica em Vitória da Conquista

Entendimento reforça que condutas fora do trabalho podem impactar diretamente a relação empregatícia.

Por Redação | Jornal Conquista
Publicado em 07/04/2026 - às 17:48
Foto: Google Street View.

A demissão por justa causa de um auxiliar de produção foi mantida pela Justiça do Trabalho após a comprovação de episódios de violência contra a ex-companheira.

A decisão é da 2ª Vara do Trabalho de Vitória da Conquista, vinculada ao Tribunal Regional do Trabalho da Bahia, e foi divulgada nesta segunda-feira (6).

Segundo o processo, o trabalhador foi desligado após a empresa ter conhecimento de agressões físicas, ameaças de morte e descumprimento de medidas protetivas. Os episódios resultaram, inclusive, na prisão do homem por 76 dias.

Ao acionar a Justiça, ele pediu a reversão da justa causa e o pagamento das verbas rescisórias. No entanto, a juíza Claudia Uzeda entendeu que a conduta apresentada compromete a confiança necessária para a manutenção do vínculo de trabalho, mesmo tendo ocorrido fora do ambiente profissional.

Na decisão, foi destacado que os atos configuram mau procedimento e quebra de confiança, elementos suficientes para justificar a penalidade aplicada pela empresa.

A magistrada também relacionou o caso ao enfrentamento da violência contra a mulher, destacando que a responsabilização do agressor não deve se limitar à esfera penal e pode se estender a outras dimensões da vida social.

Ao final, a decisão reforça que a Justiça do Trabalho não deve corroborar qualquer tipo de violência, mantendo a justa causa e negando os pedidos do trabalhador.

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