Prefeitura de Vitória da Conquista anuncia mudanças na Zona Azul após críticas de motoristas e comerciantes
Governo Municipal amplia tempo máximo de permanência nas vagas e concede desconto na TPU; novas regras começam a valer na próxima segunda-feira (2).
Nesta sexta-feira (30), a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), anunciou, durante coletiva de imprensa, mudanças no sistema de estacionamento rotativo, conhecido como Zona Azul. A aplicação das novas medidas está prevista para a próxima segunda-feira (2).
As novas regras foram definidas após uma série de críticas e reclamações de condutores e comerciantes, além de diálogos com a Câmara de Vereadores e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), que discutiram ajustes no funcionamento do serviço.
Entre as principais mudanças está a ampliação do tempo máximo de permanência nas vagas. A partir da próxima semana, os motoristas poderão estacionar por até três horas. O valor continuará proporcional, sendo R$ 3 por hora, totalizando R$ 9 pelo período máximo permitido.
Segundo informações do blogueiro Antonio Sena, outro ponto abordado na coletiva foi a Tarifa de Pós-Utilização (TPU), que vinha sendo alvo de críticas. A taxa, mantida em R$ 60, passará a ter desconto de 50% para quem efetuar o pagamento em até dois dias úteis após a cobrança, reduzindo o valor para R$ 30.
Entre o terceiro e o quinto dia útil, o valor integral continuará sendo aplicado. Sheila Lemos ressaltou que a mudança não tem efeito retroativo e não haverá reembolso ou revisão de valores pagos antes da vigência do novo decreto.
A prefeita voltou a afirmar que a TPU não tem caráter arrecadatório, mas funciona como uma alternativa administrativa para evitar uma infração de trânsito, que poderia resultar em multa de R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Sheila Lemos também comentou sobre os custos operacionais do sistema e descartou a ampliação excessiva do número de monitores. De acordo com a gestora, o aumento da fiscalização elevaria os custos do serviço e poderia resultar em reajuste no valor cobrado dos usuários.
Ela defendeu que o estacionamento rotativo deve ser mais acessível do que alternativas privadas, para cumprir sua função de estimular a rotatividade e o acesso ao comércio. “Não dá pra fazer também: vou colocar um monitor em cada rua. E quanto vai custar isso? Quem vai pagar isso?”, questionou a prefeita.
Sobre as reclamações de comerciantes quanto à redução do movimento no Centro, a prefeita negou relação direta com a Zona Azul. Segundo ela, os meses de janeiro e fevereiro tradicionalmente apresentam menor fluxo comercial, em razão das férias, viagens e despesas com material escolar, um comportamento que, de acordo com a gestora, já é histórico.
“Antigamente tinha fila janeiro e fevereiro. Hoje não tem mais porque as escolas hoje utilizam sistema de módulo. Então é comprado lá na escola mesmo, por isso que não gera fluxo de pessoas no centro da cidade. […] Quem faz isso achando que está adivinhando o mercado, não tem noção do que é o mercado. Converse com a CDL, converse com a Associação Comercial, vocês vão ver. Não tem queda de venda no comércio janeiro e fevereiro porque historicamente está dentro da meta de janeiro e fevereiro”, afirmou a prefeita.
As mudanças, conforme a Prefeitura, têm como objetivo garantir maior rotatividade das vagas e facilitar o acesso ao Centro da cidade.