Coletivo denuncia abandono do setor cultural e falta de diálogo da Prefeitura de Vitória da Conquista
Gestão municipal é cobrada por descaso de espaços culturais e falta de investimento no setor.

O setor cultural de Vitória da Conquista manifestou sua insatisfação com a Prefeitura Municipal. No dia 20 de agosto, o Coletivo Movimenta Cultura Conquista protestou sobre o descaso da administração da prefeita Sheila Lemos. Em março de 2025, o grupo se reuniu com o secretário de Cultura, Eugênio Avelino, conhecido como Xangai, mas, segundo os artistas, não houve qualquer resposta desde então.
Em outubro de 2024, o coletivo havia elaborado um documento com mais de 20 reivindicações e apresentado a prefeita Sheila Lemos. Em nota divulgada nas redes sociais, o coletivo ressaltou que as mais de quatro mil assinaturas reunidas na carta foram ignoradas.
Entre as reivindicações, estão:
- Reabertura e revitalização de espaços culturais como o Teatro Carlos Jehovah, o Cine Madrigal e a Casa Glauber Rocha;
- Ampliação do orçamento destinado à cultura; a criação de espaços comunitários de leitura;
- Valorização de mostras de cinema e cineclubes
- Reformulação do Conselho Municipal de Cultura; entre outros.
Para Dirlei Bonfim, cantor e integrante do coletivo, a atual gestão não demonstra interesse em políticas culturais. “Sempre vão alegar que não há recursos para investir na cultura, porque não existe vontade política em modificar e transformar esse quadro deprimente”, disse.
Em 2021, outros coletivos já se mobilizaram para proteger o Teatro Carlos Jehovah e o Mercado Municipal de Artesanato, e, em 2023, a Associação do Setor Audiovisual do Sudoeste Baiano (Sasb) cobrou a revitalização do Cine Madrigal, fechado desde 2007.
Apesar da cidade ter recebido um investimento de R$ 2,72 milhões da Lei Paulo Gustavo destinados para projetos culturais, cerca de R$ 333,1 mil voltaram à União por não terem sido aplicados no prazo estipulado, como demonstrado neste artigo publicado pelo Avoador.