Vitória da Conquista: Julgamento de acusados do assassinato de Sashira é suspenso após pedido de transferência
Defesa solicita desaforamento e Justiça aguarda decisão para retomar júri.
Na última segunda-feira (30), o julgamento de Marcus Vinícius Botelho Fernandes de Almeida e Filipe dos Santos Gusmão, investigados por envolvimento no feminicídio de Sashira Camilly Cunha Silva, de 19 anos, foi suspenso em Vitória da Conquista.
A sessão aconteceria no Fórum João Mangabeira, mas a defesa do réu Marcus Vinícius solicitou o desaforamento do júri, procedimento previsto no Código de Processo Penal. A tendência é que o júri seja transferido para Feira de Santana, como ocorreu com Rafael de Souza Lima, outro réu do caso.
A medida permite a transferência do julgamento para outra comarca quando há risco à ordem pública ou dúvidas quanto à imparcialidade dos jurados, o que levou o Tribunal de Justiça da Bahia a suspender o processo até a análise do pedido.
Apontado como autor intelectual, Rafael de Souza Lima foi julgado e condenado em fevereiro deste ano. Após cerca de 19 horas de julgamento, ele recebeu pena de 22 anos e 5 meses de prisão em regime fechado por feminicídio e ocultação de cadáver.
Marcus Vinícius segue preso preventivamente e, segundo as investigações, teria sido o responsável por ocultar o corpo da vítima. Já Filipe Gusmão responde ao processo em liberdade provisória e é apontado como intermediador entre o executor e o mandante do crime.
Relembre o caso
O crime aconteceu em setembro de 2021, em Vitória da Conquista. A vítima tinha 19 anos e cursava Engenharia Civil quando foi drogada, esfaqueada e estrangulada. De acordo com a Polícia Civil, o assassinato foi premeditado e teria sido motivado por ciúmes e controle por parte do ex-namorado, Rafael de Souza Lima.
O corpo da jovem foi localizado em um terreno na zona rural de Planalto, a cerca de 50 quilômetros de Vitória da Conquista. O carro da vítima também foi levado para o município e, conforme apontado na investigação, seria vendido para pagar os envolvidos no crime.