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Falta de obras de drenagem viram alvo de debate político em Vitória da Conquista após tragédia

Pressão por respostas cresce após morte durante chuvas e questionamentos sobre execução de obras.

Por Redação | Jornal Conquista
Publicado em 18/03/2026 - às 18:54

A falta de obras de drenagem em Vitória da Conquista voltou ao centro do debate público após o acidente registrado na Avenida Caracas, no dia 9 de março, que resultou na morte de Rosania Silva Borges, de 46 anos.

O caso intensificou a troca de acusações entre Prefeitura, vereadores, Governo Federal e representantes da sociedade civil sobre a responsabilidade pela não execução de intervenções consideradas essenciais para evitar tragédias durante períodos de chuva.

De acordo com o advogado Marcos Adriano, documentos oficiais indicam que o próprio município já havia previsto recursos significativos para obras de drenagem. “A lei orçamentária aprovada pelos vereadores destinou mais de R$ 65 milhões para 2026, especificamente para infraestrutura de drenagem. Se não foi feito, é porque não houve decisão de executar, já que o recurso estava previsto”, declarou.

Na Câmara, o vereador Andreson Ribeiro (PCdoB) lembrou do episódio ocorrido no mesmo local, em novembro do ano passado. O parlamentar afirmou que a Prefeitura falhou ao não adotar medidas preventivas.

“Onde se esperava as providências do poder público municipal, lamentavelmente houve omissão. O primeiro passo da administração municipal é assumir que houve erro. Precisamos identificar as áreas críticas da cidade e tomar as providências necessárias, inclusive colocando medidas de proteção”, afirmou.

No dia 10 de março, em vídeo publicado nas redes sociais, Sheila Lemos afirmou que a Prefeitura já havia solicitado uma intervenção estrutural para o canal por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo ela, o projeto foi cadastrado em outubro do ano passado e aguardava a liberação de recursos do Governo Federal.

A prefeita também afirmou que vinha cobrando mais rapidez na resposta para viabilizar a execução da obra, mas não obteve o retorno esperado. Essa declaração foi contestada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, durante entrevista ao programa da Rádio UP FM.

O ministro destacou que o contrato entre a Caixa Econômica Federal e o município foi assinado em novembro do mesmo ano. Ele também afirmou que a Prefeitura solicitou posteriormente uma alteração no objeto do contrato e que ainda existem pendências relacionadas à documentação técnica e ao projeto necessários para que a Caixa autorize a abertura da licitação da obra.

Além disso, Vitória da Conquista também está incluída em um projeto de obras de drenagem que serão executadas pelo Governo do Estado dentro do Novo PAC, com a liberação de R$ 30 milhões. Ainda segundo o ministro, o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder)José Trindade, informou que a licitação do projeto deve ser publicada até abril deste ano.

Diante das informações, cresce a pressão por esclarecimentos por parte da administração municipal sobre a destinação dos recursos e os motivos para a não execução das obras previstas.

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