Governo da Bahia pode apoiar obras de viadutos e drenagem em Vitória da Conquista, afirma Jerônimo Rodrigues
Durante agenda em Cândido Sales, governador disse que Estado acompanha projetos estratégicos e pode investir caso haja entraves.
No último sábado (14), durante agenda de entregas em Cândido Sales, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que o Estado pode assumir ou apoiar financeiramente obras de infraestrutura consideradas estratégicas em Vitória da Conquista.
Entre as intervenções discutidas estão a implantação de viadutos em trechos urbanos de rodovias federais que cortam a cidade. Segundo o governador, o tema já está em negociação com o Governo Federal e há expectativa de avanço nos próximos dias.
“A situação das BRs na Bahia inclui passagens urbanas, passarelas e, em Vitória da Conquista, a minha demanda principal foram os viadutos. Tivemos boas notícias e esperamos que na segunda-feira possamos fechar um encaminhamento”, afirmou.
Ele também destacou que, caso necessário, o Estado poderá utilizar recursos próprios para viabilizar as obras e posteriormente buscar ressarcimento. No orçamento de 2026, há previsão de cerca de R$ 1,7 bilhão para investimentos em infraestrutura viária na Bahia.
Outro ponto abordado foi a situação da drenagem em áreas de Vitória da Conquista que já registraram acidentes durante períodos de chuva. Jerônimo Rodrigues afirmou que solicitou ao ministro Rui Costa a análise do projeto, que enfrenta atrasos na tramitação junto à Caixa Econômica Federal.
Segundo ele, o Estado pode intervir para garantir a execução caso a prefeitura não consiga avançar. “Se percebermos que haverá dificuldade da prefeitura em executar o projeto, estamos nos colocando à disposição para garantir que essa etapa seja resolvida. Não podemos esperar que aconteça uma quarta tragédia”, afirmou.
Durante a entrevista, o governador também comentou sobre o atendimento a crianças com deficiência ou transtornos do desenvolvimento. Ele explicou que, dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), a responsabilidade direta é dos municípios, mas reforçou que o Estado pode atuar de forma complementar, desde que haja solicitação.