Rui Costa contesta fala de Sheila Lemos sobre obra de drenagem em Vitória da Conquista
Prefeita afirmou que intervenção no local foi inscrita no PAC; ministro disse que projeto já foi aprovado, mas ainda há pendências técnicas por parte do município.
Nesta terça-feira (10), a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), se pronunciou sobre o acidente ocorrido na Avenida Caracas, no bairro Jurema, onde uma mulher, identificada como Rosania Silva Borges, desapareceu após ser arrastada por uma enxurrada.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a gestora afirmou que a Prefeitura já havia solicitado uma intervenção estrutural para o canal por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo ela, o projeto foi cadastrado em outubro do ano passado e aguardava a liberação de recursos do Governo Federal.
A prefeita também afirmou que vinha cobrando mais rapidez na resposta para viabilizar a execução da obra, mas não obteve o retorno esperado. Essa declaração foi contestada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, durante entrevista ao programa da Rádio UP FM.
De acordo com o ministro, duas propostas foram enviadas pela Prefeitura para o PAC, uma no valor de R$ 4,1 milhões e outra de R$ 4,7 milhões. Segundo ele, essas propostas foram aceitas ainda em março de 2024.
Rui Costa destacou que o contrato entre a Caixa Econômica Federal e o município foi assinado em novembro do mesmo ano. Ele também afirmou que a Prefeitura solicitou posteriormente uma alteração no objeto do contrato e que ainda existem pendências relacionadas à documentação técnica e ao projeto necessários para que a Caixa autorize a abertura da licitação da obra.
O ministro também anunciou a liberação de R$ 30 milhões, por meio do PAC, para que o Governo do Estado execute obras de macrodrenagem no município. Ainda segundo o ministro, o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), José Trindade, informou que a licitação do projeto deve ser publicada até abril deste ano.
Durante a entrevista, Rui Costa afirmou que todas as informações citadas possuem registro documental e podem ser comprovadas por meio dos contratos firmados entre a Caixa Econômica Federal e a Prefeitura. O ministro também prestou solidariedade à família de Rosânia Silva.