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Prefeitura de Vitória da Conquista remove famílias de encosta no Alto do Boa Vista para evitar riscos durante as chuvas

Imóveis foram demolidos após laudos técnicos; famílias receberam aluguel social e não precisaram de abrigos provisórios.

Por Redação | Jornal Conquista
Publicado em 04/03/2026 - às 18:39
Foto: PMVC.

Diante do avanço do período chuvoso, famílias que viviam em áreas de risco foram retiradas do Alto do Boa Vista, em Vitória da Conquista, como parte de uma ação preventiva coordenada pela Prefeitura para preservar vidas e garantir segurança habitacional. A medida foi baseada em avaliações técnicas que apontaram risco de desabamento em áreas de encosta.

O direcionamento das famílias teve início na segunda-feira (2), após recomendações da Defesa Civil, e quatro núcleos familiares foram realocados por meio do aluguel social, sem necessidade de utilização de abrigos públicos. Na quarta-feira (4), os imóveis desocupados e considerados inabitáveis foram demolidos, para interromper o ciclo de ocupação em locais condenados.

A operação envolveu diversas secretarias municipais, entre elas Segurança Pública e Defesa Social, Desenvolvimento Social, Infraestrutura Urbana, Serviços Públicos, Meio Ambiente e Simtrans, com coordenação técnica da Coordenação de Proteção e Defesa Civil.

Segundo o secretário municipal de Segurança Pública e Defesa Social, Cristóvão Lemos, todas as etapas seguiram planejamento integrado e execução sem intercorrências, priorizando o diálogo com os moradores e a inspeção prévia dos imóveis. Durante a ação, um animal encontrado em uma das residências foi resgatado e encaminhado a familiares do tutor.

A coordenadora municipal da Defesa Civil, Rosa Freitas, destacou que a retirada foi necessária diante da insalubridade e do risco iminente, lembrando que a área já é classificada como zona de risco no mapeamento do Serviço Geológico do Brasil.

Como medidas complementares, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente realizou a retirada de galhos que ameaçavam cair sobre as casas, e a Seinfra executou reparos emergenciais para redirecionar o fluxo da água, reduzindo o impacto das chuvas. Em um dos pontos monitorados, os técnicos constataram que o risco vegetal não poderia ser eliminado, o que reforçou a decisão pela retirada obrigatória da família.

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