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Prefeita de Vitória da Conquista questiona execução de obras anunciadas por Jerônimo Rodrigues na Bahia

Sheila Lemos afirma que há excesso de promessas e defende priorização de projetos antigos.

Por Redação | Jornal Conquista
Publicado em 24/02/2026 - às 17:53
Foto: Amanda Ercília.

Na última segunda-feira (23), em entrevista à rádio CBN, a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), questionou a viabilidade das obras anunciadas pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) durante visitas aos municípios baianos.

A gestora avaliou que o governo estadual tem anunciado uma quantidade elevada de obras, enquanto enfrenta entraves para concluir projetos iniciados em gestões anteriores. “Tem algumas obras que são requentadas de quatro em quatro anos”, disse.

Sheila Lemos citou como exemplo a Barragem do Catolé, considerada estratégica para o abastecimento de Vitória da Conquista. De acordo com a prefeita, o projeto foi anunciado ainda na gestão do ex-governador Rui Costa e voltou a ser divulgado na atual administração estadual.

“É uma obra de suma importância para Vitória da Conquista, porque temos uma dificuldade hídrica imensa. A cidade cresce a passos largos e pode faltar água. Mas é uma obra que foi prometida, teve problema de licitação, empresa que abandona, relança licitação, dá ordem de serviço, visita obra, e não vemos a execução efetiva”, afirmou.

Na entrevista, a gestora destacou que mantém diálogo institucional com o governador Jerônimo Rodrigues e que já participou de agendas conjuntas, mas disse que o volume de compromissos assumidos pode ser incompatível com a capacidade financeira e o prazo de execução.

“Eu vejo que ele está visitando a Bahia e fazendo compromissos que são impossíveis de cumprir todos. Não tem dinheiro suficiente, não tem tempo suficiente. Não estão conseguindo entregar sequer obras prometidas no governo anterior”, ressaltou.

Sheila Lemos também afirmou que há insatisfação entre prefeitos baianos diante da demora no início de obras anunciadas pelo governo estadual. “Já tem muitos prefeitos falando que, se até junho não tiver início de obra, não vão pedir voto para o governador, vão cruzar os braços”, declarou.


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