Sesab confirma registro de Mpox em Vitória da Conquista; município não tem caso em residente
Estado contabiliza sete notificações, com dois casos confirmados; paciente internada no HGVC não reside em Conquista, informa Secretaria Municipal de Saúde.
Na última quinta-feira (19), a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) divulgou um novo balanço sobre os índices epidemiológicos relativos ao Mpox vírus (MPXV). De acordo com o levantamento, foram registrados novos casos em Vitória da Conquista e Salvador.
Segundo a Sesab, até o momento, a Bahia já registrou sete casos notificados da doença. O estado apresenta dois casos confirmados, três descartados e dois casos ainda em investigação.
Em nota, a Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), informou que a paciente internada no Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC) não é residente do município.
A paciente deu entrada na unidade hospitalar no dia 5 de fevereiro. Após avaliação clínica e realização de exames laboratoriais, foi confirmado o diagnóstico de Mpox. Segundo a SMS, a mulher permanece internada, em isolamento, com boa resposta ao tratamento e evolução considerada satisfatória.
A pasta esclareceu ainda que, até o momento, não há registro de caso confirmado em paciente residente no município. O órgão segue adotando as medidas de vigilância e controle previstas nos protocolos sanitários e mantém o monitoramento da situação para assegurar a proteção da população.
O que é a Mpox?
A Mpox é uma doença viral causada pelo vírus MPXV. A transmissão ocorre principalmente pelo contato com pessoas infectadas ou com materiais contaminados pelo vírus. A principal forma de contágio é por meio de contato próximo e prolongado, como abraços, beijos e relações sexuais, especialmente quando há presença de lesões na pele, crostas, bolhas ou contato com fluidos corporais, como secreções e sangue.
Segundo o Ministério da Saúde, a infecção também pode acontecer pelo contato com objetos contaminados recentemente, como roupas, toalhas, lençóis, utensílios e outros itens utilizados por uma pessoa infectada.
Apesar do nome antigo “varíola dos macacos” dado à doença, os macacos não são considerados reservatórios do vírus.
Os principais sintomas incluem erupções cutâneas ou lesões na pele (bolhas, feridas com ou sem crostas), linfonodos inchados (ínguas), febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fraqueza.
Em caso de sintomas compatíveis com Mpox, a orientação é buscar atendimento em uma unidade de saúde para avaliação clínica e comunicar se houve contato próximo com pessoa suspeita ou diagnosticada com a doença.
Também é recomendado comunicar parceiros afetivos, sexuais e pessoas do convívio próximo sobre a suspeita ou confirmação da doença, como forma de prevenção.