Vitória da Conquista registra 31 casos suspeitos de dengue na primeira semana epidemiológica de 2026
Levantamento do Sinan aponta redução nas notificações de arboviroses em comparação com o mesmo período do ano passado.
Entre os dias 4 e 10 de janeiro, período correspondente à primeira Semana Epidemiológica (SE) de 2026, Vitória da Conquista registrou 31 notificações suspeitas de dengue, três de chikungunya e nenhuma de zika. Os dados foram divulgados pela Prefeitura, a partir do levantamento do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
Do total de notificações para dengue, cinco casos já foram descartados e 26 seguem classificados como prováveis, ainda em investigação. As notificações relacionadas à chikungunya também permanecem sob análise. Não houve registro de internações por arboviroses nesse período.
De acordo com o boletim epidemiológico, os bairros com maior número de casos prováveis de dengue nesta primeira semana do ano foram Alto da Boa Vista e Campinhos, seguidos por localidades como Cruzeiro, Felícia e Patagônia, conforme detalhamento divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde.
Em relação ao ano passado, os números indicam uma redução significativa nas notificações. Em 2025, Vitória da Conquista contabilizou 3.568 notificações de dengue, 173 de chikungunya e nove de zika. Desses registros, foram confirmados 425 casos de dengue, 10 de chikungunya e três de zika. Ao longo do ano, 821 notificações de dengue, 57 de chikungunya e quatro de zika foram descartadas.
A coordenadora de Vigilância Epidemiológica (Viep), Amanda Maria Gomes, destacou que os dados refletem uma queda expressiva quando comparados a 2024, ano em que o município registrou 38.550 casos prováveis de arboviroses. Segundo ela, a redução demonstra a efetividade das ações de controle do Aedes aegypti e de vigilância em saúde.
A coordenadora também ressaltou que, apenas na comparação entre as primeiras semanas epidemiológicas, houve diminuição dos registros. Em 2025, foram 55 notificações suspeitas de dengue na primeira SE, enquanto em 2026 o número caiu para 31, representando uma redução de 43,63%.
Amanda Maria Gomes explicou ainda que, a partir deste ano, a Viep passou a divulgar prioritariamente os casos classificados como prováveis, seguindo orientação do Ministério da Saúde, que considera como prováveis todos os casos notificados que não foram descartados.
Como se prevenir?
Apesar da queda nos números, a Secretaria Municipal de Saúde mantém o estado de alerta, especialmente durante o verão, período favorável à proliferação do mosquito.
A pasta reforça que o combate ao Aedes aegypti depende também da colaboração da população, com medidas simples como eliminação de recipientes que acumulam água, limpeza regular de caixas d’água e descarte correto do lixo e de resíduos.
A orientação é que moradores procurem atendimento médico ao apresentarem sintomas como febre alta, dor de cabeça, dores no corpo, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele.
Vacinação contra a dengue
A vacina contra a dengue segue disponível nas unidades de saúde do município para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra um dos maiores índices de hospitalização pela doença. A vacinação para pessoas idosas não foi liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Para mais informações sobre ações de prevenção e controle das arboviroses, a população pode entrar em contato com o Centro de Controle de Endemias, pelo telefone (77) 3429-7421.