Estudantes de Jornalismo da Uesb são selecionados em festivais de fotografia e audiovisual
Com produções que exploram do documental ao experimental, os alunos conquistaram espaço em eventos importantes.
Dez estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) tiveram seus trabalhos reconhecidos em dois festivais importantes: o Festival do Minuto e o Festival FotoDoc. As produções, que vão de vídeos experimentais a fotografias documentais, foram desenvolvidas dentro do projeto “Audiovisualidades Híbridas”, coordenado pela professora Adriana Camargo.
No Festival do Minuto, foram aprovados trabalhos de Anna Júlia Ferreira, Daniel Lacerda, David Teixeira e Jaiane Ribeiro. Já no Festival FotoDoc, as fotografias de Iury Medrado, Lucas Miguel Tavares, Manuela Lopes, Samily da Silva e Talita de Oliveira ganharam destaque. Clara Kosilek teve suas produções selecionadas em ambos os eventos.
Para Clara Kosilek, a participação nos festivais foi surpreendente. “A aprovação foi totalmente inesperada! Participei do Festival do Minuto com um vídeo produzido a partir de trabalhos de campo da disciplina e, depois, enviei uma fotografia para o Festival FotoDoc. Fiquei muito feliz em ser selecionada nos dois. Ter esse reconhecimento representa um pequeno, mas significativo, passo na minha trajetória profissional”, contou, em entrevista ao Jornal Conquista.
A estudante Anna Nazco afirma que inicialmente, ela pensava em outro projeto, mas mudou de ideia ao descobrir que o bloco carnavalesco Algazarra aconteceria. “Falei com a professora e decidi fazer um trabalho voltado para a cobertura do bloquinho. Gravei com o celular e fui tentando encaixar as imagens na edição. O tempo curto foi a maior dificuldade, precisei refazer a edição três vezes até ficar satisfeita”, explica. A seleção foi inesperada. “Quando vi meu nome na lista, foi um choque! Isso me fez perceber que posso explorar outras áreas do jornalismo, além da reportagem escrita, que sempre foi meu foco”, relatou ao JC.
Daniel Sena buscou inspiração em elementos pessoais para criar seu vídeo em stop motion, técnica que usa imagens sequenciais para gerar movimento. “Queria algo ligado à bruxaria, prática que realizo há um tempo, e ao tarot, que venho estudando. Então, uni as cartas e os rituais de purificação para representar essa experiência visualmente”, explicou.
Com trabalhos que transitam entre o documental e o experimental, os estudantes mostraram como o audiovisual pode ampliar as possibilidades dentro do jornalismo.