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Endividamento no Brasil cresce 76,4%, mas inadimplência recua em fevereiro, aponta pesquisa

Crescimento pode indicar que as famílias estão contraindo novas dívidas para quitar as pendências anteriores.

Por Redação | Jornal Conquista
Publicado em 18/03/2025 - às 18:22
Foto: Reprodução.

O cenário financeiro das famílias brasileiras apresentou mudanças significativas em fevereiro, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) no último dia 10 de março.

Enquanto a inadimplência recuou pelo terceiro mês consecutivo, atingindo 28,6% das famílias, o endividamento voltou a crescer, chegando a 76,4% após dois meses de queda. O número de famílias que não conseguirá pagar as dívidas em atraso também diminuiu, indo para 12,3%, tendência que já vem sendo observada nos últimos meses.

Esse crescimento pode indicar que as famílias estão contraindo novas dívidas, com prazos e condições mais vantajosas, para quitar as pendências anteriores.

O estudo ainda revela que o percentual de famílias com dívidas em atraso há mais de 90 dias segue em declínio, chegando a 48,2% dos endividados, o menor nível desde julho de 2024. Além disso, o número de consumidores com mais da metade de sua renda comprometida com dívidas também caiu, atingindo 20,5%, o menor indicador desde novembro do ano passado.

O aumento do endividamento pode estar relacionado à redução das taxas de juros, que tem incentivado as famílias a contraírem novas dívidas para quitar débitos antigos. Essa estratégia, embora alivie a pressão financeira no curto prazo, pode representar um risco futuro, especialmente se houver mudanças no cenário econômico ou aumento das taxas de juros.

A pesquisa também apontou que o percentual de pessoas que se consideram “muito endividadas” aumentou pelo terceiro mês consecutivo, atingindo 16,1%, o maior nível desde setembro de 2024. Já a porcentagem de famílias que afirmam não ter dívidas caiu para 23,5%, um dado que acende um sinal de alerta sobre a percepção de endividamento, o que, embora não indique superendividamento formal, reflete uma preocupação crescente entre os consumidores.

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